Das leituras foi o Miguel Sousa Tavares com “No teu deserto”.
Começo por dizer que gosto quando o Miguel escreve sobre viagens (até porque o “Sul” é um dos meus livros preferidos) e em especial sobre o deserto.
“No teu deserto” não chega a ser um livro sobre uma viagem pelo deserto do norte de África, nem chega a ser uma história de amor. Ele ficou a meio caminho e acho que não concretizou nenhuma das histórias, que por acaso, bem mereciam ser contadas. Gostei da maneira (também muito superficial) como ele aborda a crise que se instalou nas relações humanas: a
volatilidade dos afectos, os contactos em vez dos diálogos e de como tantas vezes a empatia é escassa.

Das músicas, foi a voz da
Carminho com “Fado”.
Voz grave e perfeita, de
trinar delicioso e fresco. Nota-se Lisboa e o bom gosto na escolha dos fados.
A música que me apanhou foi logo a primeira do
cd “Escrevi teu nome no vento” e é qualquer coisa como:
“Escrevi teu nome no vento
Convencida que o escrevia
Na folha do esquecimento
(…)
Quero esquecer-te, acredita
Mas cada vez há mais vento.”
Da
tv acho que nem vale a pena comentar os programas da manhã, da tarde, as telenovelas e os
milhentos episódios do “Querido Mudei a Casa”!… Valeram-me as séries e os desenhos animados da 2 e do
Cartoon Network!